Ser Professor e a Indisciplina

A instituição escolar, espaço essencialmente educativo e de socialização, enfrenta o desafio de manter uma postura reflexiva e de ações efetivas frente à enxurrada permanente de relações interpessoais negativas, minando o cotidiano escolar. Os educadores encontram-se perplexos e, dependendo do contexto da escola, a maior parte do tempo dos profissionais da educação são utilizadas para “apagar incêndios”, prejudicando o desenvolvimento do trabalho e da aprendizagem. Para os professores, a indisciplina é a maior dificuldade a ser enfrentada no dia-a-dia da sala de aula, é a principal responsável pela angústia e cansaço emocional dos docentes. É muito comum os professores se queixarem a respeito de alunos indisciplinados, sem limites, agressivos ou aqueles que simplesmente recusam-se a realizar as atividades propostas em sala de aula. Leia mais »

SÓ A MORTE LIBERTA LULA

Falei e publiquei, quando ainda tinha perfis em Redes Sociais (deletei-os quando percebi que estamos num Estado de Exceção), que Lula deveria ter ido para o exílio. Notadamente, camaradas, petistas e membros de várias "esquerdas" defenderam que Lula tinha que ficar, crer nas instituições e lutar por provar sua inocência. Os fatos e o tempo vem comprovando que tinha razão, não só eu, claro, em não acreditar na farsa da Democracia Brasileira. Agora impedem Lula de ir dar o último adeus ao seu falecido irmão, 'Vavá'. Radicalizei, e mantenho, que Lula só sairá da cadeia morto ou inválido, e penso que o PT, e nossa esquerda "burra", e atolada no pragmatismo, parece querê-lo mártir e de sobre o seu caixão seguir a retórica estreita de disputa de governo, e pseudo-poder, com a nefasta burguesia. Lula também absorve parte da culpa por sua moderação, revisionismo e resiliência diante de uma conjuntura sabidamente hostil ao que é, e representa, no contexto histórico, nacional e internacional, da atualidade. Leia mais »

Cuidado com o Pequeno Imperador - Museu da Ferrari

Autor: 
Celso Nobre

O dia foi 26 de outubro, em Maranello na Itália, horário local 17:00 horas, no Museu da Ferrari.

Ao adentrar ao museu, me deparo com alguns protótipos: um em metal e outro em madeira. Olho de um lado e de outro e não vejo o famoso sinal de "do not touch" (não toque). Aí fiz a bobagem de tocar no protótipo de madeira. Escuto no fim da sala um grito: NÃO PODE TOCAR! Ao que respondo: ok, desculpe, mas podia ter um sinal de “não toque”. Leia mais »

Compilação - As 18 Silenciadas

Autor: 
André Marques

As 18 Silenciadas é uma obra de repúdio ao ato cometido por Diego Ferreira de Novais, que ejaculou em uma passageira em um ônibus em São paulo (Agosto de 2017) e repúdio ao Juiz José Eugênio do Amaral Souza Neto que o “liberou”. Não aceitamos qualquer cultura de estupro e esses nomes não podem ser esquecidos, Nós não podemos aceitar tais decisões, queremos mais respeito!

https://archive.org/details/As18Silenciadas

https://nacaraecoragem.bandcamp.com/album/as-18-silenciadas

https://www.discogs.com/release/10927256

A solidão e o amor na divina comédia humana

Desde garoto tive uma relação bastante estreita com a solidão. Lembro-me, que desde de criança já procurava um refúgio para alguns momentos de isolamento e, muitas vezes, escolhia apenas a música para companhia. Ficava ali, num canto da sala, sentado sobre uma pilha de sacos de arroz no mais profundo isolamento. Meu pai era agricultor e quando não havia mais espaço para armazenar a colheita, empilhava tudo na sala de casa mesmo, só ficavam pequenos espaços para a passagem da família ou de eventuais visitas. Leia mais »

Aguinaldo Gonçalves lança nova obra poética

O crítico literário, ensaísta, escritor e poeta Prof.º Aguinaldo Gonçalves iniciou na capital paulista na noite de 19 de julho o lançamento da sua nova obra poética “Nove Degraus para o Esquecimento, publicada pela Ateliê Editorial.  No próximo dia 25/07, o lançamento seráem São José do Rio Preto, a partir das 19 h., no Bar Casa das Janelas, à rua João Teixeira, 346. O lançamento em outras cidades do Brasil,segundo o poeta, serão brevemente agendadas. Leia mais »

HADDAD OU OBAMA?

Eis uma nova questão, meus caros companheiros!

Guardadas as devidas proporções, para mim, Fernando Haddad fez mais pela cidade de São Paulo do que Barack Obama pela maior potência deste planeta.

Isso dá até em teses sobre política, administração pública, gestão social, economia, marketing político e outras, nas ciências sociais.

Eu não vou me estender. Amanhã, dia de São Sebastião, padroeiro católico da cidade maravilhosa do Rio de Janeiro, feriado para os cariocas e para os que aqui trabalham, reporta ao lazer e as flechadas. Leia mais »

VOLTA DILMA É MAIS JUSTO DO QUE DIRETAS JÁ !!!

Impedir o mandato legítimo de uma governante sem crime foi o ápice da sacanagem nacional. Dessa sacanagem participaram canalhas do Executivo, Legislativo e Judiciário, com o fomento do Ministério Público, Polícia Federal, além da omissão de muita gente boa e ruim. Gritou-se pra cá. Esperneou-se pra lá. O povo foi levado às ruas, dividido, uns de bonecos da CBF, com direito a trajes esportivos verde-amarelos, outros por meio de organizações da sociedade, partidárias ou não, mas o fato é que panelas nas coberturas e bandeiraços encarnados nas praças não impediram o golpe na democracia e muito menos que a caça aos corruptos fosse conduzida por elementos caolhos. A seletividade da Lava-Jato e das Mídias é impressionante, e o mundo já percebeu, com resultados danosos ao patrimônio nacional, à nossa economia, aos trabalhadores, a autonomia, independência e autogestão de toda uma nação. O Brasil está sendo destruído por caprichos de sua elite mesquinha e perversa. Leia mais »

OBAMA TERMINA SEUS OITO ANOS DE "NÓS NÃO PODEMOS"

Em Chicago, U.S.A., Barack Obama encerra seu governo com um legado de mais negros pobres, encarcerados e assassinados, mais racismo e preconceitos, menos direitos sociais, mais ódio aos latinos, árabes, africanos, asiáticos, numa xenofobia sem precedentes na história contemporânea estadunidense, ódios crescentes, às mulheres, aos homossexuais, às minorias, guerras intermináveis, insuperável crise econômica, apoio cínico e velado a golpes de estado, sejam em Honduras, Paraguai, Brasil, só para ficarmos pelo "quintal" ianque, e ainda reabriu a Casa Branca para a sua real vocação.

Vem aí um Donald Trump com pás, cimentos e muros. Leia mais »

UM DEDO DE PROSA COM MARCELA TEMER

Olá Marcela! Feliz natal! Espero que ainda saibas ou que algum dia soubes o sentido e o significado do natal, que nada tem com bons ou maus velhinhos, mas com a essência daqueles que nascem para servir, e não servir-se, e por isso merecem receber presentes e desfrutar do banquete da vida plena. Pois é, Marcela, não nos conhecemos e tão pouco sei nada sobre sua família, como fostes criada, seus princípios e valores. Qual o sentido que você mensura para a vida, Marcela? Para mim, só me veio conhece-la pela mídia. Uma moçoila, do interior paulista, ex-miss ou modelo, que é levada a um evento e clica sua objetiva, de Smartphone, na direção do velho anfitrião. Fotografam-se juntos. Casam-se poucos meses depois. Nada demais, Marcela, viu? Leia mais »

Imagens: 
Marcela Temer, primeira-dama do Brasil - 2016.

Guerra e Paz

Autor: 
Iberê Martí

 

No final do Século XIX o capitalismo mundial passou por um grande rearranjo, que provocou crises e profundas mudanças, pois “a guerra é produto da paz”. Foi neste período que ocorreu a fusão das indústrias (advindas da Revolução Industrial), com os bancos (que se fortaleceram ao longo do Século XIX), formando o que ficou conhecido como Capital Financeiro. Capital este que ultrapassa os limites geopolíticos estabelecidos, os estados nacionais, e que migra de acordo com seus interesses e/ou lucros. Essa fusão cria as grandes corporações multinacionais, grandes monopólios supranacionais – com poder político e econômico superior a grande maioria dos estados nacionais -, e com caraterísticas imperialistas. Esses grandes conglomerados necessitam de novos mercados, e precisam, portanto interferir nos monopólios nacionais, nas oligarquias nacionais, causando novas correlações de forças entre diferentes atores e interesses envolvidos. O que provoca grandes conflitos internos e tem como consequência a barbárie, criando rupturas e oportunidades. Além da consequência estrema: as guerras mundiais. 

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A Chuteira Sem Pátria

Autor: 
Iberê Martí

Naqueles gramados de chão batido, os pês descalços corriam atrás de bola, feita de meia e cheia de estopa e pano. Foi nesses campinhos, que se espalhavam e se estendiam, a todos os bairros, de qualquer rincão do Brasil, que surgiram Pelé, Marta, Garrincha, Formiga, Tostão, Daniela, Reinaldo, Zico, Roseli, Sócrates, Pretinha, Romário, Debinha, Barbosa, Barbara, Éder, Cristiane, Dener, Érica e tantas outras. Longe das escolas, que sequer existiam. Nelson Rodrigues acertou na mosca, “a pátria sem chuteiras”. Pois o futebol foi é uma paixão nacional. E pouco importa o 7 a 1 dentro de casa. Pois no futebol, o brasileiro consegue ser grande, ser gigante. No futebol o David vence Golias. Mesmo sem chuteiras, sem escolas, sem saúde, moradia, assistência social, sem saneamento básico, às vezes até sem alimento. Lá nos gramados, dentro das quatro linhas, nós o povo brasileiro é gigante. Leia mais »

Proclamação da República?

Autor: 
Iberê Martí

Inspirados nas ideias “positivistas” de Auguste Comte e no “Sonho Americano”, em 15 de Novembro de 1889, foi declarada a “proclamação” que instaurou a forma republicana federativa presidencialista do governo no Brasil, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império do Brasil. O positivismo fica marcado na bandeira, “L'amour pour principe et l'ordre pour base; le progrès pour but”. (“O Amor por princípio e a Ordem por base; o Progresso por fim"). Como compunha os apoiadores ao “golpe” os latifundiários e grandes ruralistas, descontentes com fim da “Escravidão”, optou-se por retirar a palavra “amor”, e correr o risco de ser taxado de...

Do “Sonho Americano” também não foi possível aproveitar muita coisa, afinal, construir ferrovias, cortando o Brasil de norte a leste, de oeste a sul com o modal mais barato e eficiente, seria um serio risco as “velhas elites dominantes”, que ganham seu pão, sem muito suor [seu, próprio] desde 1500, com uma formula antiga: latifúndio, trabalho escravo (ou análogo), monocultivo e matéria prima para exportação. “Eis o nosso eterno destino”.  Leia mais »